O Natal passou a correr e meio atribulado: na consoada, a bebecas que estava já supostamente recuperada de uma virose, lá voltou a ter uma pontinha de febre e cólicas horríveis à noite. Conclusão: consoada em casa dos meus sogros, interrompida por 2 ou 3 vezes com a nossa pequenita a acordar e choramingar à séria!
Felizmente foi curtinha a recaída e o que vale é que durante o dia ela até se mantém muito bem disposta. O mau mesmo foi rever-me a mim no meu pior: relembrar-me que sofro de preocupação por antecipação crónica, que sofro de ansiedade latente sempre que as coisas não correm de acordo com as minhas expectativas... É que não consigo mesmo relaxar e acabo por não desfrutar nada (e pior faço com que o meu A. tenha de aturar a minha fraca disposição e estado de ansiedade...).
Às tantas já não era a febre dela, era já o facto de o Natal não estar a ser como eu tinha imaginado (eu adoro o Natal!) e pensar como vai ser no trabalho novo e como poderei faltar quando ela está semana sim, semana não com alguma coisa e a solução da nova senhora para ajudar que não parece estar assim tão encaminhada como isso e que má mãe me sinto por de certa forma não estar apenas preocupada com ela, mas toda a logística em volta.
Num momento de maior frustração cheguei a dizer que achava que não conseguia ter um segundo filho e passar por aquilo tudo outra vez e que não tinha perfil para lidar com as doenças (eu que sou meio hipocondríaca) e mais uma data de baboseiras que assim que acalmei já me pareciam absurdas.
É que de facto não faz qualquer sentido sofrer por antecipação, desesperar na hora quando de nada adianta, ficar desnorteada e sem espírito, não aproveitando os bocadinhos bons. Afinal era/ foi o primeiro Natal da minha menina. And so what que não tenha sido perfeito? Foi o que foi e mesmo assim tenho tanta sorte por ter o que tenho... Só falta alinhar razão, com o meu coração e disciplinar a cabeça para pensar e agir assim...
O que desejo por isso para este 2011, a par de saúde para todos nós, é que consiga encontrar a calma e serenidade para lidar com tudo o que a vida me/ nos trouxer e assim conseguir ser uma melhor mãe, companheira e mulher.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Uma árvore de Natal
A primeira da nossa bebecas! Ficou fascinada com as luzes e incentivei-a a mexer nos enfeites que pendurei em baixo (os mais seguros). Olhou, mexeu, bateu palminhas e depois lá foi a gatinhar à vida dela em direcção à cozinha.
Chamem-lhe parva: mais do que a árvore, o Natal são é guloseimas e comidinhas boas!! :-)
p.s. e nós a atrasar a montagem da árvore com medo que ela não tirasse as mãos de lá de cima e num ápice a mandasse abaixo...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Em busca da Mary Poppins I
E ontem lá tivemos a primeira entrevista com uma potencial candidata a tomar conta da bebecas ao fim do dia e fazer as lides domésticas pela manhã.
E digamos que... não era nenhuma Mary Poppins...
Simpática, mas com uma incapacidade de articulação... Primeiro vieram as incoerências sobre a sua experiência que, após muito descascarmos, lá perecebemos que não era muita. E a última vez que tinha tomado conta de uma criança tinha sido:
-Há oito...
- Há oito?
- Sim, há oito!
- Mas meses?
- Não...8 anos...
E lá foi dizendo os seus "e prontos" e quando lhe perguntámos que faria em caso de emergência:
- Ai não lhe consigo dizer. Não lhe consigo mesmo dizer! Nunca passei por nenhuma...
- Mas imagine que a bebé cai e se magoa. Que faria?
- Nunca me aconteceu! Nem aos meus filhos por isso não sei... Não sei se mantinha a calma...
Bom ao menos foi honesta (demasiado para ela) e lá percebemos que não está numa situação fácil (ela e o marido no subsídio de desemprego) mas não me posso dar ao luxo de não ser esquisitinha. Não quando é a pessoa que terá de me substituir por vezes com o que de mais precioso tenho na vida.
Ou seja: continuamos em busca da Mary Poppins. Alguém sabe onde por ela anda?
E digamos que... não era nenhuma Mary Poppins...
Simpática, mas com uma incapacidade de articulação... Primeiro vieram as incoerências sobre a sua experiência que, após muito descascarmos, lá perecebemos que não era muita. E a última vez que tinha tomado conta de uma criança tinha sido:
-Há oito...
- Há oito?
- Sim, há oito!
- Mas meses?
- Não...8 anos...
E lá foi dizendo os seus "e prontos" e quando lhe perguntámos que faria em caso de emergência:
- Ai não lhe consigo dizer. Não lhe consigo mesmo dizer! Nunca passei por nenhuma...
- Mas imagine que a bebé cai e se magoa. Que faria?
- Nunca me aconteceu! Nem aos meus filhos por isso não sei... Não sei se mantinha a calma...
Bom ao menos foi honesta (demasiado para ela) e lá percebemos que não está numa situação fácil (ela e o marido no subsídio de desemprego) mas não me posso dar ao luxo de não ser esquisitinha. Não quando é a pessoa que terá de me substituir por vezes com o que de mais precioso tenho na vida.
Ou seja: continuamos em busca da Mary Poppins. Alguém sabe onde por ela anda?
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ano novo, vida nova!
Este ano vai ser mesmo assim. Muitas mudanças: novo local de trabalho, novos horários e a necessidade de arranjar alguém que acompanhe a minha bebé nos finais de tarde até eu chegar (o que não antevejo ser cedo...).
Estou tão entusiasmada por um lado, mas por outro ansiosa por ter de deixar a minha bebecas ao cuidado de outros no final do dia...
Ser mãe e trabalhar nos dias de hoje é tramado! Já me disseram que era o que acontecia a quem escolhia ter uma carreira...pelo menos uma que não me permite sair às 5... Mas caramba, será que não posso ser mamã (sempre em primeiro lugar) e ter também um trabalho desafiante e recompensador?
Racionalmente e como mulher de armas que sou digo logo CLARO QUE SIM! Mas aqui por dentro baixinho bate um sentimentozinho de culpa...
Estou tão entusiasmada por um lado, mas por outro ansiosa por ter de deixar a minha bebecas ao cuidado de outros no final do dia...
Ser mãe e trabalhar nos dias de hoje é tramado! Já me disseram que era o que acontecia a quem escolhia ter uma carreira...pelo menos uma que não me permite sair às 5... Mas caramba, será que não posso ser mamã (sempre em primeiro lugar) e ter também um trabalho desafiante e recompensador?
Racionalmente e como mulher de armas que sou digo logo CLARO QUE SIM! Mas aqui por dentro baixinho bate um sentimentozinho de culpa...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Alento
Nunca pensei escrever a alguém que não conheço. Mas às vezes quando nos identificamos com uma pessoa - mesmo à distância e um pouco às cegas - dá vontade de desabafar e de querer saber como foi que tudo se passou com elas... Na esperança de uma resposta positiva e na esperança de tal também se reflectir em nós.
É um alento. E é uma das coisas boas da blogoesfera e que me fez voltar aqui a este meu cantinho.
Obrigado Marianne aqui de longe da minha Nebula!
É um alento. E é uma das coisas boas da blogoesfera e que me fez voltar aqui a este meu cantinho.
Obrigado Marianne aqui de longe da minha Nebula!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Prazeres de uma mamã II
Voltar do primeiro fim-de-semana sem a minha bebecas e abracá-la tanto!
(E depois tanta saudades nossas tinha ela que acordou várias vezes por noite só para nos abraçar de novo... )
(E depois tanta saudades nossas tinha ela que acordou várias vezes por noite só para nos abraçar de novo... )
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Prazeres de uma mamã I
Ver o nascer do sol sem ser após uma noitada e ao som de um palrar delicioso.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Mais uma libelinha
A juntar às que tenho andado a ver como mencionei aqui, ontem na minha sala à noite voava uma linda libelinha, meio atarantada com a sua própria sombra e que tivémos de ajudar a sair para a rua.

E mais uma vez, maravilhada com estes bichinhos, questionei-me sobre o que quereriam dizer na cultura/ mitologia.
E claro que descobri que na velha Europa havia uma associação negativa porque os incultos dos europeus na idade média achavam que a libelinha conseguia furar olhos, entre outros... Aliás em Portugal, outro nome popular para Libelinha é "Tira-Olhos"...
Mas, como sempre no mais iluminado Leste Asiático (China, Japão, etc), assim como para os Nativos Americanos, as libelinhas são considerados um símbolo de renovação, de boa sorte, de felicidade e coragem.

Prefiro esta última porque para mim as libelinhas serão sempre um ser algo mágico e absolutamente lindo!
p.s. Hoje de manhã descobri que um tio-avô meu tinha falecido ontem à noite. Foi mesmo um daqueles casos que de certeza que foi melhor assim. E quem sabe a libelinha não veio mesmo anunciar uma sua renovação?...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Espedrada
Este fim de semana estive de novo com o meu avô e com mais família. Como é bom voltar a um sítio que, sem percebermos bem porquê, faz parte de nós, está entranhado naquilo que somos.

E que bom foi ver o avô tão entusiasmado com o seu bisneto... e dar a notícia "em espírito" à minha avó.
Voltei de alma limpa e coração cheio!

segunda-feira, 20 de julho de 2009
A minha irmã pequenina
A minha irmã pequenina é a minha melhor amiga. Impressionante como é tão bom falar com ela. E por muito que por vezes estejemos mais tempo sem nos ver, a saudade dela aperta como de ninguém... Fico com uma certa sensação de alívio e de "mundo de novo em ordem" quando sei o que se passa na vida dela tim-tim por tim-tim. É isso que me é natural. E para mim, parece que as coisas não são tão reais até lhe contar!
Love you lots sis :-)
Love you lots sis :-)
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